domingo, 31 de maio de 2026

Machismo numa plataforma de petróleo


 A história de Boletim de bordo se passa numa plataforma de petróleo, onde a protagonista Dora atua como fiscal, ou seja, está hierarquicamente bem posicionada, o que não impede que ela sofra o infelizmente inevitável machismo.

Conduzindo uma investigação acerca de um acidente fatal, a fiscal constantemente se compara a um golfinho que ficou encurralado no "moon pool", uma abertura no casco localizada no centro do navio.

A situação vai ficando cada vez mais espinhosa e, para agravar o contexto, a narrativa acontece em plena pandemia do coronavírus.

Mas, em meio a esse thriller, há outra personagem, Janaína, que evidencia que uma simples puta pode ter mais dignidade que muito macho que se vende como respeitável.

Guida Carvalho nos lembra que, fiscal ou puta, ser mulher neste mundo (seja em mar, seja em terra) não é para principiantes.

Alteridade-mor

Até o funcionário da secretaria lendo o meu nome errado - tudo foi pura encenação. Lógico que ele sabia quem eu era.

Foi quando o Professor Coordenador de Área fazia um tour pela escola comigo.

O disse-me-disse certamente chegou à diretora, que não validou o meu contrato de D. T. "Aquela sirigaita!", imagino-a falando.

E é assim que me tornei a alteridade-mor em Esparramávea. Graças ao trabalho incessante de uma certa burguesa, trabalho que ela faz com afinco, literalmente dia e noite, com o objetivo de me destruir.

Tornei-me tal como a protagonista do romance de Darrieussecq: rejeitada por todos, evitada por todos.

Mas há uma trilha a ser percorrida nessa linha de fuga. Ainda que uma trilha em meio aos escombros.

Há de haver uma saída. Um túnel cavado em meio às letras.

Há de haver uma viela, ainda que suja, ainda que escorregadia feito um macarrão derretido.

Escola por escola, a diretora do Manuel Ortez, muito mais poderosa, sustentou o meu posicionamento dentre o corpo docente.

sábado, 30 de maio de 2026

Luta de classes


Eu apaguei a postagem anterior, mas a luta de classes continua. A história de uma burguesona querendo humilhar uma escritora perante um país inteiro. Porque a burguesona em questão não tem nenhum talento, nenhuma habilidade. Então inveja quem o tem e se tornou uma sombra de Helena Cirelli. Não tem vida própria, não faz outra coisa na vida a não ser me stalkear 24h por dia. E o BRASIL INTEIRO sabe que essa burguesona é filha do dono de uma marmoraria, ou seja, uma família de parasitas sanguessugando o dinheiro dos trabalhadores através da mais-valia.

Continuo ressaltando que A VERGONHA DEVE MUDAR DE LADO.