domingo, 31 de maio de 2026

Alteridade-mor

 Até o funcionário da secretaria lendo o meu nome errado - tudo foi pura encenação. Lógico que ele sabia quem eu era.

Foi quando o Professor Coordenador de Área fazia um tour pela escola comigo.

O disse-me-disse certamente chegou à diretora, que não validou o meu contrato de D. T. "Aquela sirigaita!", imagino-a falando.

E é assim que me tornei a alteridade-mor em Esparramávea. Graças ao trabalho incessante de uma certa burguesa, trabalho que ela faz com afinco, literalmente dia e noite, com o objetivo de me destruir.

Tal como a protagonista do romance de Darrieussecq: rejeitada por todos, evitada por todos.

Mas há uma trilha a ser percorrida nessa linha de fuga. Ainda que uma trilha em meio aos escombros.

Há de haver uma saída. Um túnel cavado em meio às letras.

Há de haver uma viela, ainda que suja, ainda que escorregadia feito um macarrão derretido.

Escola por escola, a diretora do Manuel Ortez, muito mais poderosa, sustentou o meu posicionamento dentre o corpo docente.

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