A história de Boletim de bordo se passa numa plataforma de petróleo, onde a protagonista Dora atua como fiscal, ou seja, está hierarquicamente bem posicionada, o que não impede que ela sofra o infelizmente inevitável machismo.
Conduzindo uma investigação acerca de um acidente fatal, a fiscal constantemente se compara a um golfinho que ficou encurralado no "moon pool", uma abertura no casco localizada no centro do navio.
A situação vai ficando cada vez mais espinhosa e, para agravar o contexto, a narrativa acontece em plena pandemia do coronavírus.
Mas, em meio a esse thriller, há outra personagem, Janaína, que evidencia que uma simples puta pode ter mais dignidade que muito macho que se vende como respeitável.
Guida Carvalho nos lembra que, fiscal ou puta, ser mulher neste mundo (seja em mar, seja em terra) não é para principiantes.

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